Nesta época de crise, muitas são as empresas que, infelizmente, se aproveitam do desespero de quem está desempregado e busca uma oportunidade que o possa conduzir a um emprego, ainda que temporário. O estratagema mais em voga e que alerto aqui para que possam ficar de sobreaviso é a oferta de cursos ou acções de formação, como está na moda chamarem-lhe e que não passam de trabalho não remunerado, dissimulado (como se já não bastassem os estágios não remunerados - ainda hei-de ver as empresas a cobrarem aos funcionários para estes terem o privilégio de trabalhar para eles). Algumas são empresas de trabalho temporário que conseguem assim aumentar os seus lucros, explorando mão-de-obra gratuita entre as legiões de desempregados de longa duração e não só, prometendo certificados de formação ou a possibilidade (remota seguramente) de um emprego, ou umas horas aqui ou ali, que também depois, se verifica, não passam de miragens. As áreas mais afectadas, entre outras, são a Hotelaria (cargos de baixa especialização) talvez porque tendo os candidatos/as normalmente um grau de instrução mais baixo, serão mais fáceis de convencer (?).
Fica o alerta para que tenham em atenção as condições que vos são propostas quando aceitarem algum tipo de oferta deste género. Exijam as vossas contrapartidas logo desde o início e não acreditem em promessas que depois não vão ser cumpridas. E se virem que não compensa mais vale não aceitarem, do que trabalharem de graça para os outros.
Outra situação, também a levar em conta é o pedido de dinheiro no acto de inscrição para emprego que algumas empresas andam a efectuar. Para além de ilegal é imoral. Denunciem todas as situações que identificarem e NÃO se inscrevam. Geralmente atribuem a despesas administrativas com o processo do candidato e conseguem convencer as pessoas com a possibilidade de um emprego no estrangeiro e um ordenado chorudo. Criam assim uma espectativa elevada, difícil de recusar, e por apenas 10 euros... Zás, foram levados!




